Redes Sociais
A popularização da Internet, em meados da década de 1990, pode ser considerada um evento tão significativo para a humanidade quanto a invenção da escrita. Se esta permitiu ao homem registrar e disseminar o conhecimento, aquela potencialmente reduziu as distâncias entre os grupos humanos.
A literatura sobre o tema explica que a (World Wide) Web, desde sua popularização em meados da década de 1990, passou por duas etapas: a primeira, caracterizada pela geração de conteúdos a partir de uma fonte única com difusão para uma ampla base de usuários (padrão ‘um-para-muitos’) foi denominada Web 1.0; a segunda, caracterizada pela descentralização da geração de conteúdos (padrão ‘muitos-para-muitos’), foi batizada, em 2004, como Web 2.0.
A Web 2.0 está associada à criação e popularização de ferramentas que permitem às pessoas se conectarem umas às outras de forma a realizar atividades de forma compartilhada, criando comunidades virtuais. Essas ferramentas são chamadas de redes (ou mídias) sociais.
As redes costumam ser especializadas no compartilhamento de imagens (Flickr, YouTube), de conteúdo produzido coletivamente (Wikipedia) ou individualmente (Blogger) e até em mundos virtuais 3D (Second Life). Mas há também redes destinadas à divulgação de informações de natureza geral ou pessoal (Facebook, MySpace, Orkut, Twitter).
As redes sociais se distinguem das tecnologias características da Web 1.0, porque oferecem ao usuário a possibilidade participar diretamente na criação, no refinamento e na distribuição de conteúdo que é compartilhado. Dito de outra forma, pode-se afirmar que as ferramentas da Web 2.0 são centradas no usuário e, não raro, são também transformadas por ele.
Graças às redes sociais da Web 2.0, as pessoas vêm ampliando suas redes de relacionamento, realizando atividades produtivas e construindo conhecimento de modo formal ou informal.
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